© Paulo Abreu e Lima

domingo, 21 de agosto de 2011

«Santa Maria à vista, mau tempo na crista»

S. Miguel dista cento e poucos quilómetros de Santa Maria. Torna-se assim muito difícil avistar o "Algarve" dos Açores (Santa Maria, ilha mais a sul do arquipélago, com praias de areias brancas). Mas para quem desce até Vila Franca do Campo (um dos concelhos mais a sul de S. Miguel), existem dias muito especiais em que se consegue avistar a olho nu a dita ilha Santa. Aliás, nesses dias, os vilafranquenses usam muito o ditado do título, querendo significar que se se avista aquela ilha é porque no dia seguinte vai chover. Bom, como podem observar nas fotos, tive a oportunidade de a avistar, sem que com esta proeza deixasse de ter sol no dia seguinte: «Sorte de principiante».

sábado, 20 de agosto de 2011

Pobres e mal agradecidos

Mário Soares, enquanto Presidente da República, num dos seus muitos périplos, declarou, suponho que maravilhado, que todos os portugueses deveriam ir ao Brasil pelo menos uma vez na vida. Concordo com a sugestão – meu avô paterno emigrou por uma melhor vida na década de sessenta; meus pais tiveram de fugir ao prec pós vinte e cinco de Abril e eu já lá voltei (tenho dupla residência) éne vezes –, calculo mesmo que se hoje o actual PR a reiterasse, a Quinta do Lago estaria às moscas e Vieira da Silva teria aplaudido a deserção turística em prol do não proteccionismo. Só encontro um senão, um grande senão, ou afinal, uma condição: ide sim ao Brasil, mas começai primeiro pelos Açores. Muito mais do que pela Madeira, há muito uma pérola acinzentada pelo betão desarmado e pelos túneis financeiros.

Não sei se é culpa dos dirigentes autónomos açorianos (o anterior era apagado e o presente é encapelado); da grande quantidade de ilhas que formam o arquipélago (escolher entre nove baralha); da ideia generalizada de que aquilo é passeio de velhos (só vaquinhas e montes verdejantes); ou se mesmo do boletim meteorológico que escarrancha por lá nuvens, chuva e temperaturas medíocres a eito. Sinceramente não sei. Mas por lá fiquei uma semana e garanto-vos: não se fala de política, nove ilhas são mais nove motivos de orgulho, aquilo é para todas as idades e muitas das coisas que por lá se podem fazer é mesmo para jovens em excelente condição física e, por último, o mau tempo é pura ficção romancista de Nemésio.

Querem ver arqueologia cartaginesa? Mini-vulcões em actividade? Nadar em águas de 40 Cº? Descer por crateras idênticas à da “Aracnofobia” com ecossistemas únicos? Degustar o melhor peixe, carne, queijo, ananás, chá e águas do mundo? Contemplar a mais extensa arquitectura sacra? Contemplar a mais bela colecção de scrimshaws do mundo? Conhecer gente afável e frontal sem pretensões de enganar turista? Avistar verdadeiros “lobos do mar”? OK, então querem conhecer a Atlântida, entrar no Paraíso, arriscar o mundo e conhecer os Açores.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Facto ii

Posso apaixonar-me por um dia, uma semana, três meses ou até uns anos. Já amar é para toda a vida. Uma pessoa, três pessoas, ou até algumas mais.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011