sábado, 3 de novembro de 2012
uma pool em imagens
A fotografia do post anterior suscitou na maior parte dos comentários uma enorme curiosidade sobre o que se encontrava no final do túnel. Afirmei que era uma paisagem fantástica que ficava ao critério de cada um, sem dizer exactamente o quê. A resposta pode manter-se incógnita ou não. Caso saiba ou queira arriscar adivinhar, uma das seguintes fotos corresponde à verdadeira visão que se tem após a sua passagem. Alguém sabe qual delas é...?
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
ter medo
Às vezes, muitas vezes, palmilhamos os nossos medos em busca de respostas sublimes, quase deificadas, que nos acarreiem a dose certa de coragem para justificar um por um os nossos passos. Às vezes encontramo-las, outras não. Encontramo-las quando se nos afiguram nítidas, perfeitamente plausíveis e meritórias. Não as vislumbramos quando obnubiladas pelo ruído e pelo desencanto da contradição. Por isso, muito mais razoável do que tentar encontrar respostas nos medos, deveríamos tentar descortinar as verdadeiras perguntas, tal e qual a insaciável idade dos porquês. Porque se fazemos isto ou aqueloutro, assim e não assado, não é no domínio das justificações que encontramos fundamento, mas no das cogitações onde estagiam todos os atrevimentos.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Assim na Terra como no Inferno
Desculpem-me a ausência. Este blogue vai, predominantemente, passar a abordar temas à margem dos que se propôs desde o início. Vai basicamente descambar para a Política e para a Economia. Mais do que o Horror, passará a constatar a Hipocrisia. Seja a menos visível, seja a mais encomendada. E tomará partido, sim. Nunca fui de meias tintas. Desculpem-me até aqui a ausência, pois.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
hoje, no Conselho de Estado
Tenho a ligeira sensação de que quando Vitor Gaspar começar a explicar as razões da TSU, as opiniões dos eminentes conselheiros não serão muito diversas destas:
terça-feira, 11 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
curiosidade (i)
Fala sobre a vida como quem constrói casinhas de lego meticulosamente alicerçadas no tabuleiro verde onde qualquer coisa pode crescer. Por lá, coloca pecinhas amarelas e brancas, umas sobre as outras, até ao telhado vermelho com águas furtadas. E, pelo meio, não se esquece das portas, das sancas, ombreiras e frestas, nem das portadas das janelas azuis. Porém, quando curiosa, fala ainda mais rápido, encaixando e sobrepondo muitas mais pecinhas num frémito sem se atrapalhar. As paredes ficam então mais altas, quase inacessíveis e, com elas, as janelas ultrapassam finalmente o cimo dos pinheiros sobre as margens do lago branco. O telhado, agora hexagonal, já faz cócegas ao céu, e ao meu ouvido. Na verdade, a sua curiosidade faz de singelas casinhas um sereno e imenso castelo, e das portas, um portão alto todo janota.
Não resisto. Vou até à entrada, toco à campainha, entro e espreito. Mas já não estava lá.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O pico da paixão
«Esta ilha negra e disforme apoderou-se dos meus sentidos. Tudo o que a principio me repelia, o negrume, o fogo que a devora, o mistério, tudo me seduz agora. O Pico é a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ela lhe pertence, duma cor admirável e com um estranho poder de atracção.
É mais que uma ilha – é uma estátua erguida até ao céu e amoldada pelo fogo – é outro Adamastor como o do Cabo das Tormentas.»
Raúl Brandão, Ilhas desconhecidas, 1926
Em boa verdade, o Pico é uma ilha à parte, no epicentro de um arquipélago também ele à parte, uma paixão que nasce muito antes de chegar a Madalena e que inturgesce pelo Atlântico afora, uma força alucinante pelo abismo negro temperada pela cândida certeza de que já dele fazemos parte. Melhor que o Pico, só os picarotos. Homens e mulheres que abraçaram lava e produzem vinho, arrebanharam novilhos e fazem queijo, burilaram pedra e oferecem casa.
Quatro tempos no canal
Há mais de uma semana percorrendo ilha a ilha, refastelo-me por fim na Horta, no Faial. Podia ser mauzinho e, depois de tudo o que já vi, afirmar que o melhor desta cidade é a sua vista sobre o Pico. Porém, não estaria só a ser mauzinho. Estaria sobretudo a ser parvinho. O que S. Jorge e o Pico me deram em esplendor e em deslumbrante bruteza, a Horta obsequeia-me merecido remanso. Não que se apresente calminha, muito pelo contrário: enquanto nas outras ilhas não vislumbrei um único semáforo, Faial tem um. Impante, viçoso e a duas cores (verde e vermelho), que isto do amarelo é invenção dos timoratos. Dissipadas as dúvidas, foi a loucura e o bulício na sua plenidão.
As fotos que se seguem da marina para o Pico correspondem a quatro momentos ao longo do dia e aos únicos quatro possíveis boletins meteorológicos: poucas nuvens, algumas nuvens, bastantes nuvens e só nuvens. A temperatura é sempre igual. Vinte e quatro graus.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Açores inacabado (ii)
Cumprindo longínquas promessas, voltei. Desta vez, mais a oeste, quero confirmar o cosmopolitismo da Horta mai-los seus lobos do mar, a rusticidade e a imponência do Pico (subirei lá cima se o tempo ajudar), a beleza e a gastronomia de S. Jorge, a ilha navio. Reconfirmar a graça da Graciosa e a vitória da Terceira. Cumprindo a mais certa parte de mim, vim para convencer a outra parte e, de alguma e de muitas outras formas, ficar.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
férias em conta, tudo incluído
Mas por que carga de água alguém de bom senso, e bom gosto, iria prescindir de navegar pelo Mar da Serenidade ou pelo Mar da Tranquilidade? Ou afoitar-se pelos Mares da Fertilidade e da Humidade? Parece-lhe demasiado telúrico? Não seja por isso, voltamos já para o Mar das Crises e outro tipo de Tempestades. Quereis o calor da emoção e o enregelo da expectativa?
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lua
terça-feira, 14 de agosto de 2012
silly season? (ii)
Se fosse vimaranense, com calma, com alma, era eu que lhe enfiava um dióspiro pela instalação, inspiração, inalação, adentro. Apre!
sábado, 11 de agosto de 2012
silly season? (i)
«Quero lá saber se a gaja é boa ou má. Quem é o português que não gostaria de poder dizer: já "afiambrei" a presidente da assembleia da républica. Fica bem no currículo de qualquer macho. Às vezes estas são as mais malucas na cama, e o que têm no corpo a menos têm em imaginação a mais. Até provar, ninguém pode dizer que não vale a pena»
Este comentário, de extremo mau gosto, não deixa de compaginar o ideário de muito português de aparente e insuspeita sofisticação. Por mim, Assunção Esteves continua perseguida por uma elegância ímpar neste pequeno e esticado panorama nacional.
Este comentário, de extremo mau gosto, não deixa de compaginar o ideário de muito português de aparente e insuspeita sofisticação. Por mim, Assunção Esteves continua perseguida por uma elegância ímpar neste pequeno e esticado panorama nacional.
Foto e comentário vistos aqui.
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