segunda-feira, 22 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Boa como o milho
Esta expressão, brega como a maçaroca, tem origem obscura – todas as explicações que encontrei são fantasiosas ou não convencem. Avancemos então para o domínio especulativo e comecemos pelo significado. No género contrário surge "ele é um pão" ou "[ele] é um gato", com a nuance de que o primeiro come-se à dentada, sendo ou não de milho, e o segundo contempla-se com a devida vénia (não vá arranhar ou ter dona). Sem grandes deduções, estamos nitidamente no domínio do palato mas, mesmo assim – sabe-se –, há estômagos para tudo; não sendo líquido (neste caso, sólido) que milho seja liminarmente apetecível para qualquer um, será todavia matéria-prima para muita e boa coisa. Quando aquece dá pipoca; quando moído, farinha. E desta faz-se bolo, broa e paparoca. O que pode ser um piparote de estalo. Sem sublime explicação plausível, "boa como milho" é uma expressão que se basta a si própria e, com sinceridade, contenta ou, pelo menos, enche a boca de apaniguada gente.
Segue-se foto ilustrativa:
sábado, 13 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
o verdadeiro inspirador presidencial
Depois de muitas horas desolado à janela, sem saber o que fazer e dizer ao país, Cavaco avistou mesmo à frente o agente Paixão: Eureka!
só há uma coisa mais idiota do que o comunicado do sr. presidente...
... é tentar tecer lucubrações sobre o seu conteúdo.
Por mim, "siga a Marinha!"
Por mim, "siga a Marinha!"
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Ui... Cavaco Silva acabou de convocar eleições antecipadas
Agora sim, fazia todo o sentido apresentarem as cartas de demissão. Afinal de contas, quem quer fazer todo o trabalho sujo sem um soupçon de promessa de viragem? Paulo Portas terá de fazer um flick flack encarpado à retaguarda. Passos Coelho vai assistir calado sem fazer coro. E daqui a um ano teremos a canalha socialista com Mário Soares em ombros. Entre outros resgates.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Tinha apenas 30 anos
Naturalmente, muita coisa muda em 22 anos, mas, para além do óbvio, o que permaneceu...? E o que pode voltar a mudar? Vamos ver.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
Sem apelo nem agravo
Concorde-se ou não, bem ou mal, foi Vítor Gaspar, sob intervenção externa, quem ditou a presente austeridade. A partir de agora serão os credores internacionais que a vão prescrever. À miúda réstia de soberania que nos restava, em grande parte devido à credibilidade internacional do ex-Ministro das Finanças, sucederá uma tomada firme estrangeira. A sobrecarga de sacrifícios que se avizinha não terá paralelo com o histórico anterior. Se já andávamos de gambiarra na mão, doravante só nos resta sentir o lento e plúmbeo crepitar das cinzas. É no que dá brincar com bombinhas de carnaval em forma de missivas. Agora sim: fujamos ou seremos mortos.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
noites de Verão em Lisboa (ii)
"- Demoraste muito tempo a chegar à minha vida..."
"- Pois, nunca pensei que algum dia surgisses na minha."
sábado, 29 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
decorridos cinco dias de calor...
... é muito incoerente dizer que com aquela ventania e aquele friozinho de há dias é que se dormia muito bem... e que o Verão só é bom para quem gosta de praia e águas geladas e de mostrar a desgraçada da barriguinha? Ou só é aceitável pronunciarmo-nos, vá lá, um mês depois...?
quinta-feira, 27 de junho de 2013
contra factos não há argumentos, Arménio
... a greve de hoje foi um tremendo sucesso. Com esta mobilização toda, não tenho a menor dúvida que é desta que o Governo vai cair!
segunda-feira, 24 de junho de 2013
fazer amor ou fazer sexo...?
![]() |
| (fotografia nocturna de longa exposição - 4:00h) |
Estas duas expressões são absolutamente ridículas. Não se faz amor, dá-se e recebe-se. Não se faz sexo, praticam-se relações sexuais. Fazer amor, como fazer sexo, não passa de um eufemismo serôdio e estrangeirado que pretende significar actos sexuais, expressão que também repudio; faz-me lembrar actos notariais que obrigam ao pagamento de emolumentos, transação que, convenhamos, nos remete de imediato para qualquer coisa que tem de ser paga e, lá está, não combinando muito bem com o tal fazer amor, é desde os primórdios muito condizente com fazer sexo.
Para significados específicos, devemos usar expressões exactas. Copular é muito científico (vamos copular, querida…?), fazer o coito ou coitar (do latim, coitus, união) soa estranho – vamos fazer um coito interrompido, linda…? Fornicar, palavra muito antiga, soa a castigo e vingança (…então, forniquei-o todo!). Resta-nos uma miríade de calão que, como tem sido meu hábito, me abstenho de escrever. Ou não, veremos. Os brasileiros, exímios malabaristas da língua portuguesa, usam comumente transar (a popozuda transa…?). É certo que deriva de transacção, mas não de qualquer uma, tem de ser gostosa (‘tou transando sua música, cara…).
Por fim chegamos à palavra certa, a qual, muitas vezes, segue em inglês. Dizem que não fere tanto as susceptibilidades alheias: fuck.
A sua origem, muito obscura, é praticamente desconhecida. Como o OK, surgiram alguns acrónimos justificando a sua origem. O mais conhecido conta-nos que durante a grande peste negra, na idade média, tinha de existir consentimento real no seio das populações para procriar com vista a não disseminar a doença. Casais não contaminados levavam com uma tabuleta na porta da casa com a frase "Fornicating Under Consent of King"… Julga-se, contudo, que todos os acrónimos têm por base uma etimologia falsa e a origem da palavra virá das gentes da Dinamarca e da Alemanha.
Não deixa, porém, de ser intrigante que a palavra certa – agora em português – foder mantenha dois significados tão distintos: penetração sexual e tramar alguém. Melhor, não será bem assim. À luz de uma sociedade predominantemente machista, preconceituosa e expiatória faz todo o sentido cogitar, depois de uma relação íntima que se quer satisfatória e especial, quem é que afinal fodeu quem.
Se calhar, prefiro mesmo o ridículo fazer amor.
Ou talvez não.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

