Quando se fala em Vila de Rei, vêm-me à memória três factos. Fica a dois quilómetros do marco geodésico de Portugal – grosso modo, fica geograficamente no centro do país, quer em latitude, quer em longitude. Esteve nas parangonas dos media há meia dúzia de anos, quando "recrutou" quinze brasileiros para repovoar a autarquia e combater a interioridade, acabando por se finar num fracasso retumbante – a atractividade de uma região requer mais do que incentivos avulsos (em 2011 voltou à carga, oferendo condições para que 25 alunos vindos de S. Tomé e Príncipe e de Cabo Verde acabassem o secundário na escola da vila). Por último, e sem embargo, o concelho está provido de excelentes equipamentos sociais, proporcionando aquilo a que poderemos denominar de magnífica "qualidade de vida" (e não consta que se encontre sobre-endividado...)
A dez minutos situa-se uma simpática aldeiazinha (Milreu) e a dois quilómetros desta uma bonita praia fluvial (finalista das sete melhores do país) e transparentes piscinas naturais. Pela abundância de peixes, preservação de trilhos pedestres e vegetação luxuriante, o local é muito procurado para desportos ao ar livre, como escalada, pesca desportiva, orientação e rapel. Subindo a Ribeira de Codes, encontramos inúmeras quedas de água límpida, cascatas e cachoeiras. De todas as que vi, são sem dúvida as mais seguras e relaxantes, sem contudo terem cedido às mãos do Homem o que é da Natureza. Como passeio, recomendo vivamente.
| Cascatas de Penedo Furado, Vila de Rei |
| (uma das muitas piscinas naturais) |